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segunda-feira, 4 de abril de 2011

PÁSSAROS LISÉRGICOS *****

Meu amigo Rafael Fernando Hack, doutorando em filosofia, meu vizinho por 14 anos em Marechal Cândido Rondon - Pr, já foi rockeiro atuante.
Se bem que a banda deve ter durado umas 36h, rsssss, mas enfim eles tentaram.
Diz o Rafael, que seu pai comentou: Como vocês fazem tanto barulho tocando somente 3 notas?
Assim fala O "Mano" Hack:
Final da década de 90, três garotos decidem se reunir para fazer rock and roll, até aí nenhuma novidade e nada de absolutamente extraordinário. Entretanto, a apresentação que  se seguiu não foi propriamente em um show de rock, mas sim, em uma noite instrumental organizada pela secretaria da cultura de um pequeno, tradicional e conservador município. A guitarra destoava dos violinos e pianos, além, é claro, do vocalista que bradava algo completamente incompreensível. Estes eram os "Pássaros Lisérgicos" que sem dúvida nenhuma viraram comentário na pequena cidade do interior. Diferentemente da grande maioria das bandas da região, os pássaros lisérgicos, não se contentavam em tocar músicas alheias, ao contrário, recusavam-se. Com suas composições e letras próprias a pequena banda causava estardalhaço nas festas em que tocava. 

Na Guitarra: Rafael "Mano" Hack
Vocal: Márcio "Morto" Machado  
Baixo: Robson "Rob" França

Márcio hoje em dia é Webdesigner, Robson é empresário - dono do Bar "Na rota da Lua" (Araucária - PR) e Rafael é doutorando em Filosofia.


sexta-feira, 25 de março de 2011

ROCK IN RIO VISTO POR UM FILÓSOFO *****

 Rafael Fernando Hack, é doutorando em filosofia, e nos dá sua opinião, sobre essa farsa, que disfarça,e usa o Rock 'N' Roll como fachada:
O Rock and Roll é o mais subversivo movimento cultural que já existiu na história da humanidade.
Sua expressão é atemporal, independe de modismos e, mais do que isso, rompe com os modismos socialmente impostos. O Rock and Roll – e, evidentemente suas variantes -, é a mais fina flor da contracultura. Aí que se coloca a questão: como pseudo-artistas midiáticos que evidentemente compactuam com esses valores pequeno-burgueses podem se enquadrar no “Rock”?
O Rock embalou a juventude dos anos 60 promovendo uma revolução dos costumes, isto é, quebrando com a hipocrisia imperialista norte-americana. Além disso, algumas de suas variantes questionaram diretamente as autoridades estabelecidas, como o punk rock no Reino Unido. Rock é atitude, inconformismo, ruptura.
Axé, pagode e sertanejo possuem uma outra classificação (algumas pessoas insistem em chamar isso de música) estas pérolas da cultura deveriam ficar confinadas em seus redutos!

segunda-feira, 14 de março de 2011

UM FILÓSOFO NO BLOG****

 Rafael, ou Mano, como lhe chamo, foi vizinho em Marechal Cândido Rondon. Fizemos uma amizade sem igual, e ele, hoje doutorando em filosofia, escreve um pouco ao blog!
Seguramente todos nós nos lembramos saudosamente de nossos amigos de infância. Bom, comigo não é diferente. Eu me recordo de um grande amigo de infância. Um sujeito completamente "despadronizado" que já na casa dos 40 dava-se ao luxo de faltar ao trabalho e ir soltar pipa com os meninos, e, eu, e esse grande "Peter Pan" acabamos nos tornando amigos. É, com certeza, o único caso de amizade na infância onde um dos amigos não é criança. Inúmeras viagens, mudanças, trabalho, enfim estes percalços que a vida nos impõe, acabam afastando os grandes amigos. Ficamos um tempo considerável sem nos ver e finalmente nos encontramos agora na "adolescência" eu com quase 30 e ele com mais de 50 e novamente temos uma paixão em comum: Rock and Roll.
Este "grande Peter Pan" percebeu desde cedo aquilo que na grande maioria das vezes leva-se uma vida inteira para perceber: A felicidade está nas pequenas coisas  - não na acumulação alucinada de bens que invariavelmente não servirão para absolutamente nada! A única coisa que se leva da vida é a vida que se leva.
Bom, esses padrões, realmente são um problema: um problema para todos aqueles que o invejam, e que em seu ímpeto acumulativo desperdiçam toda a energia vital naquilo que não os fará felizes.
Rafael Fernando Hack