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sábado, 9 de abril de 2011

PERCA O MEDO *****

Há alguns anos passei por uma crise existencial.Sabendo que aquilo era próprio de mim, pois sei de minha idiossincrasia, fui buscar resultados nos livros.
Lí, exatamente 58 livros sobre a mente.A maioria tratava-se de motivação, pensamento positivo, etc, etc.
Por coincidência, ao ler o último, encontrei a resposta ao meu caso.
Encontrei nos livros de Jiddu Krishnamurtii, indiano, considerado o maior pensador do século 20.
Lí, que o medo é projeção de nossa mente, em algo que receamos acontecer futuramente, mas sempre baseados no passado.

O pensamento é a origem do medo
O pensamento gera o medo. Penso que perdi o emprego, ou que poderei perder, e esse pensamento cria medo. O pensamento sempre se projeta no tempo, porque pensamento é tempo.
Porque no passado? Porque todo pensamento é velho, é morto!
Tudo o que pensamos é baseado em fatos passados, pois mesmo a pensar em fatos futuros, imaginamos com "imagens" do passado.
Por conseguinte, passamos a ter e sentir medo.
A maioria de nós é guiada pelo prazer. Para nós, assim como para os animais, o prazer é da máxima importância e faz parte do pensamento. Quando penso em algo que me deu prazer, esse prazer aumenta. Concorda? Já notou isso? Você teve uma experiência de prazer – olhando o pôr-do-sol, ou fazendo sexo-, e pensa naquilo. Pensar na experiência aumenta o prazer, assim como pensar na dor que teve gera medo. Então, o pensamento cria o prazer e o medo, não é verdade? O pensamento é responsável por desejarmos o prazer e querermos que ele continue, da mesma forma que é responsável por sentirmos medo.
O medo causa incerteza na mente e no coração, impedindo a comunicação e a compreensão. Através da percepção de nós mesmos começamos a descobrir e a compreender a causa do medo, não apenas do superficial, mas também dos medos profundamente causais e acumulativos. O medo tanto é inato como adquirido. è relacionado ao passado e, para livrar do medo o pensamento e o sentimento, o passado precisa ser compreendido através do presente. O passado está sempre querendo dar à luz o presente, e isso se torna a memória identificadora do "mim", do "meu" e do "eu". O ego é a raiz de todo medo.
Você já notou que quando dá atenção completamente a alguma coisa não há nenhum observador e, portanto, nenhum pensador, não há um centro onde você se coloca para observar? A atenção elimina o medo.
Quando você, atentamente notar que você é a origem do medo, que você é o medo, ele desaparece.