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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

MEU AMIGO LUIZ DOMINGUES *****

Sou Luiz Domingues, 51 anos de idade, nascido em São Paulo-SP.

Comecei a curtir música com maior interesse a partir dos oito anos de idade, em 1968 e já a partir de 1970, começar a entender a música em geral e o Rock em específico.
No final de 1974 e meados de 1975, o bichinho da música já havia me mordido definitivamente, mas só em abril de 1976 comecei de fato a ter contato com um instrumento e formei com amigos do colégio, minha primeira banda, que teve vários nomes e formações até se estabilizar como "Boca do Céu"nos primeiros meses de 1977.
Antes um pouco, preciso contar que arrumamos um vocalista de forma curiosa: Ele veio graças a um anúncio que publicamos na revista "Rock, a história e a glória"...Um cara que depois ganharia espaço e faria (faz) uma carreira como artista multimídia, Laert Sarrumor, lider do "Lingua de Trapo".
Com essa banda, entre os últimos meses de 1976 e o início de 1979, fizemos o circuito de pequenas apresentações em festivais escolares e chegamos a tocar no Fico de 1977, festival do colégio Objetivo, com estrutura de festival consagrado, com eliminatórias no ginásio do Palmeiras para cinco mil pessoas presentes, transmissão pela Rede Bandeirantes de TV e artistas consagrados nos shows especiais ( Originais do Samba com Mussum ainda na formação e As Frenéticas, respectivamente nas duas eliminatórias que participamos).
A fragilidade óbvia de uma banda iniciante com a mentalidade setentista de qualidade, não nos levaria adiante e é claro que aquela banda era um trampolim para voos maiores. Depois da mentalidade punk, esse padrão de qualidade ruiu, pois vejo bandas respaldadas pelo salvo-conduto da ruindade fazendo estrondoso sucesso na mídia, graças ao "Do it Yourself", mas na realidade se escorando no conceito da tosquice. O Boca do Céu seria uma super banda se fossemos adolescentes hoje em dia...

Em 1979, o Laert Sarrumor entrou na Faculdade de Comunicação Casper Líbero e formou um grupo de música e poesia entre seus colegas para realizar pequenos saraus nas atividades culturais da faculdade. Como não havia nenhum baixista, me convidou a participar, mesmo eu ainda sendo um estudante secundarista. Entrei para o grupo e as apresentações foram se multiplicando no circuito universitário, quase formando uma agenda profissional. O grupo foi deixando de lado o caráter poético e intimista e foi adotando a veia do humor cáustico , de verve política, especialidade de Laert Sarrumor e dessa forma, com o apoio de outros com esse talento (Carlos Mello, Guca Mastrodomênico), fundou-se o Lingua de Trapo, banda de sátira e humor, da qual tive a honra de ser membro-fundador, ficando na banda de 1979 até 1981.

Concomitante ao Lingua de Trapo em seus primeiros movimentos, fiz vários trabalhos, acompanhando cantores, gravando e participando de uma banda cover na noite de São Paulo.
Nesse período, destaco ter acompanhado o ator/diretor/cantor Tato Fischer numa mini tour pelos teatros Municipais de São Paulo e ter tocado três anos , de 1979 a 1982 na banda de covers "Terra no Asfalto"pelo circuito de casas noturnas de São Paulo.

Em 1982, fundei A Chave do Sol junto ao guitarrista Rubens Gióia e o baterista José Luis Dinola.
Foi nessa banda que comecei a ter uma projeção maior graças às aparições na TV, que foram muitas e a consequente repercussão com shows, discos e mais oportunidades na mídia.

Nesse interim, tive uma segunda passagem pelo Lingua de Trapo, entre 1983 e 1984, onde a banda havia crescido bastante e com um empresário e espaço na mídia, fiz muitos shows e gravei um compacto ao vivo no teatro Lira Paulistana em São Paulo, sob o nome de "Sem indiretas" (Uma clara alusão ao clima da época de clamor às eleições diretas no Brasil), pelo Selo Lira Paulistana.

Voltando à Chave do Sol, a banda durou até 1989 e lançou quatro discos: 1) Compacto Simples (Luz e 18 Horas) - Selo Baratos Afins(1984) ;
2) Ep (Anjo Rebelde) - Selo Baratos Afins (1985) ; 3) LP The Key - Selo Rock Brigade (1987) e 4) LP A New Revolution - Selo Devil's Discos (1989).

Com o fim das atividades da Chave do Sol, me dediquei às aulas de baixo que já vinha mantendo desde 1987 e que durou até 1999.

Em 1992, recebi o convite do guitarrista Chris Skepis e fundamos junto ao guitarrista Deca (Atual "Baranga") e Juan Pastor(Baterista) a banda "Pitbulls on Crack. Fiquei com eles até 1997, tendo feito muitos shows e gravado dois discos: 1) Coletânea "A voz do Brasil" - Selo Eldorado (Com duas músicas) (1993) e 2) Lift Off - Selo Velas (1996) .

Em 1997, dediquei-me a um novo projeto e juntando-me ao ex-baterista da Chave do Sol , José Luis Dinola, e mais as presenças dos jovens multi-instrumentistas Rodrigo Hid e Marcello Schevano, fundamos o Sidharta com o intuito de produzir um som calcado 100% nas nossas influências dos anos 1960/1970.
Desse projeto, foram compostas 21 músicas e com a repentina saída de José Luis Dinola antes mesmo de gravarmos ou fazermos apresentações, convidamos o baterista Rolando Castello Júnior para abraçar o projeto. Naturalmente ele nos convenceu que seria contraproducente iniciar um trabalho da estaca zero e daí, propôs transformar o Sidharta na volta da Patrulha do Espaço.
Dessa forma, essa formação durou de 1999 a 2004, tendo gravado cinco Cd's e feito muitos shows.
O primeiro trabalho de inéditas, chamado "Chronophagia", teve 13 entre suas 16 músicas, oriundas do projeto Sidharta.
Eis a discografia: 1) Chronophagia (2000); 2) Dossiê Volume 4 (Coletânea contando a história da banda de 1992 a 2000 e portanto já abrangendo a nossa fase. Tem algumas músicas do Chronophagia e algumas ao vivo de shows de 2000)(2001); 3) .COMpacto;(2003) 4) Missão na área 13 (2004) e 5) Capturados ao vivo no Centro Cultural São Paulo (Ao vivo) (2005). Todos os CD's lançados de forma independente.

No final de 2004, recebi o convite do guitarrista Xando Zupo para integrar uma nova banda, que foi batizada como: "Pedra"
Por ora, a discografia é: 1) Pedra (2006) e 2) Pedra II (2008). No ano de 2010, lançamos cinco músicas inéditas na internet, com respectivo video promocional no You Tube e o plano é continuar com essa dinâmica neste ano. Já temos três novas prontas, na fila da mixagem e duas compostas , esperando para serem gravadas.

Espero ter mais coisas a contar, pois quero tocar muito ainda.

Um grande abraço ao Juma e aos seus leitores/ouvintes !

Luiz Domingues