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sexta-feira, 1 de abril de 2011

*****BLACK OIL ...DIRETO DOS EUA *****

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Conversei há pouco com meu amigo Addasi que está na California.Ele é músico da Banda "Black Oil".
Addasi saiu de Fátima do Sul, no Mato Grosso do Sul, viajou e conheceu 30 países, e hoje toca na Banda, na California.
Enquanto conversávamos ele ouvia a Rádio Juma Rock, que rolava Led Zeppelin ( Heartbreaker).
       
 BLACK OIL, banda norte-americana de um Metal agressivo e denso, cheio de nuances de músicas regionais de várias partes do mundo (graças às variadas influências do guitarrista Addasi Adassi, um verdadeiro cidadão da Terra, que já morou em aproximadamente 30 países) é uma banda que merece menção honrosa, e poderíamos até dizer que eles seguem aquela linha do SEPULTURA fase ‘Roots’ e PANTERA fizeram, só que levando a um novo estágio, graças à personalidade bem diferenciada da banda. E vejam bem que isso é coisa difícil de encontrar nos dias de hoje, e com seu segundo Full-Lenght, ‘Not Under My Name’, vão chegar bem longe.

Produzido por Logan Mader (ele mesmo, ex-MACHINE HEAD), que conseguiu deixar a sonoridade da banda bem agressiva, seca e ‘in your face’, mas sem perder peso e brilho, este CD é muito superior ao ótimo disco de estréia, ‘Join the Revolution’. A arte é muito boa, em total concordância com a proposta lírica da banda, extremamente engajadas em causas anarquistas, no bom e velho estilo ‘think for yourself and be free’, coisa que está em falta nos últimos tempos.
A brutalidade começa com ‘S.O.S’, uma faixa bem seca, com guitarras bem gordurosas em bases e solos bem sacados, e com os vocais bem Death Metal intensos e nervosos de Mike Black variando do gutural ao rasgado sem o mínimo pudor e com muita competência, elementos igualmente encontrados na ótima ‘Terrorization’, cujo refrão é para sair cantarolando na segunda ouvida, pois é bem marcante, e em ‘The Great Divide’, esta um pouco mais cadenciada, mas de um peso absurdo. Em ‘Not Under My Name’, primeiro vídeo do CD que já anda no Youtube há algum tempo, já temos a presença de um lado mais experimental, com a contribuição de percussões bem pesadas, mas com aquela ‘brasilidade’ característica da banda, que nos faz ouvir a faixa várias vezes, fora a letra ser ótima.
Com um início bem peso pesado e guitarras lembrando a música regional do Oriente Próximo, vem um dos grandes destaques do CD, a empolgante ‘Eyes of Gaza’, que se ouve e se guarda os riffs e vocais na mente, bem como o trabalho da cozinha da banda (na época, com Denner Patrick e Rodney de Assis, que não estão mais na banda), e o solo esbanja emoção. Depois, temos uma música bem próxima ao Xote e ao Baião, só que Metal, a curtíssima ‘Matador’, que tem sua letra em português. ‘Amazonia’ é outra faixa pesadíssima, mas com a presença de elementos de percussão brasileiros, já que a faixa fala da Floresta Amazônica e da necessidade de sua preservação.
E mais elementos brazucas se fazem presentes em ‘CPU Samba’, onde há levadas de samba no meio do caos. Já em ‘Destruction’, temos uma faixa mais convidativa ao pogo desenfreado em shows, com certo ‘q’ de bandas de Hardcore, e fechando, assim como ‘Motivation’, que é bem curta e tem em si, um belo insert de ‘Para Não dizer Que Não Falei das Rosas’, canção que foi cassada na época do regime militar no Brasil, pois era um hino entre o movimento de oposição.
Esperamos que a banda alcance ainda mais projeção, e que sua tour passe novamente pelo Brasil, para que possamos conferir as novas músicas ao vivo, pois deve ser uma ótima definição para ‘caos’.
Resenha de Marcos Garcia