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sábado, 16 de abril de 2011

AS .... GUITARRAS DE JIMMY HENDRIX *****

Por volta de seu 11o ou 13o aniversário, Jimi recebeu seu primeiro instrumento, uma guitarra acústica barata, em troca da vassoura que empunhava, como presente de seu pai. Este primeiro instrumento foi logo depois substituído por uma elétrica e, aos quinze anos, por uma Epiphone. Pouco mais tarde, Jimi e a Fender Stratocaster uniram-se. Embora a Fender produzisse modelos especiais para canhotos, Jimi comprava o modelo normal porque preferia os controles em cima, reencordoando e trocando o capotraste de modo a acomodar os diferentes diâmetros das cordas. Os braços de suas Stratos, durante 67 e 68, eram usualmente Rosewood (escala escura), com poucas exceções, pois, nesta época, estes braços tendiam a ser ligeiramente mais leves e precisos no dedilhado que os modelos Mapleneck, modelo em que o braço e escala são construídos de uma só peça de madeira clara.
Jimi fazia seus próprios ajustes, na ponte, nos captadores e na alavanca. Possuía inumeráveis Stratocasters, carregando consigo, em excursões longas e shows mais importantes, cerca de treze ou mais de cada vez. De todo seu equipamento, somente pouco mais de meia dúzia de instrumentos podem ser identificados como autênticos, instrumentos esses hoje em posse do Sr. Hendrix e de Buddy Miles. O valor para colecionadores é incalculável.
Hendrix usou, esporadicamente, Gibson Les Paul, Hofner, tendo possuído também pelo menos três raras Gibson Flying V. Destas, somente uma permanece identificável, uma preta V com captadores dourados, guardada hoje como um tesouro por Eric Barret, técnico do equipamento de Jimi, de 1967 a 1970. Uma outra Fender estava sempre à mão, uma Telecaster, embora Jimi raramente a usasse, e somente em estúdios. Certa ocasião, apresentou-se com uma Strato com braço Telecaster.  Red House, do álbum “Are vou experienced”, foi gravado com uma Hofner sólida. Quando Jimi começou a ganhar o suficiente para comprar o que bem entendesse, seu acúmulo de instrumentos começou.
Em Nova York, na 156 W 48th Street, fica a loja Manny's, que forneceu a Jimi a maior parte do equipamento, de 1969 até sua morte em 1970. Henry Goldrich, filho do velho “Manny”, lembra-se de ter vendido a Hendrix tudo, de uma Gibson 330 a saxofones. Entre os vários instrumentos adquiridos, podemos citar: uma Guild 12 cordas acústica, uma Gibson Stereo, uma Acoustic Black Widom (em poder de Mr. Hendrix), dois baixos Hagstrom de 8 cordas (Jimi tocou-se em Spanish Castle Magic, do elepê Axis Bold as love), três Rickenbackers, um baixo, uma de seis cordas, uma de 12 cordas, uma Gibson Dove acústica, uma Martin comprada nova. Eric Barret recorda que Jimi possuía mais de um de cada instrumento que adquiria. Modificações visuais nos instrumentos eram mínimos, como a pintura em sua “Flying V” e na Strato queimada no festival de Monterey em 1967. Os trastes também não eram substituídos, pois as guitarras de Jimi não duravam tanto: eram dadas de presente aos guris que ele encontrava e gostava, roubadas ou quebradas nos shows. As partes que então sobravam eram reunidas em novas Stratos. 
Fender Stratocaster Sunburst, com braço Maple neck, e as principais modificações feitas por Jimi Hendrix. -A- Chave de três posições sem a mola de trava para permitir a ligação conjunta dos captadores 1-2 3 2-3. -B – Potenciômetros especiais Alan Bradley. -C- Capotrastes invertidos para acomodar a inversão das cordas.
Não se possuem dados sobre eventuais enrolamentos de captadores e modificações de grande monta. Em sua maioria, os efeitos criados residiam em sua criatividade e no conhecimento de Jimi de seu instrumento. Andy Mills, ex-técnico de som de Alice Cooper e Rita Lee, conta-nos que Hendrix usava potenciômetros especiais, Allan Bradley, de ação mais dura, hermeticamente fechados, não permitindo a entrada de poeira nos contatos, nas Stratocasters. As cordas preferidas por Hendrix eram Fender Rock'n RolI Light Gauge (010, 013, 015, 026, 032, 038). Numa entrevista à revista Disc, Hendrix diz: “Eu toco em uma Fender Stratocaster usando um E (1ª mi) regular como B (2 si) e, às vezes, um A (lá) tenor como E. Para obter meu tipo de som, coloco as cordas um pouco altas, para que elas possam soar mais tempo”. As palhetas eram do tipo medium de qualquer marca, e o Experience em suas excursões levava caixas de palhetas e várias correias, estas de cores e desenhos diferentes para combinar com as roupas.
Extraido do Blog Apólogo 11.