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domingo, 20 de fevereiro de 2011

MÚSICA CAIPIRA E SERTANEJA *****

Para mim, música caipira e música sertaneja (sertanojo) são totalmente distintas.
Enquanto a caipira retrata nossas origens, a vida no meio rural,com letras inteligentes e o uso de variados instrumentos, a "música" (pode-se chamar de música?) sertaneja virou "moda"entre as pessoas que não tem conhecimento musical, ou têm, mas de mau gosto. Música sertaneja é uma bateção de violão, com poucos acordes, com criatividade sofrível.O termo sertanejo foi criado, visando a aceitação dos moradores das cidades, que recusavam o termo caipira.
Retrata sempre o homem traído, a mulher que foi embora com outro, enfim, música de "traídos"...E o povão? Gosta!!!
É óbvio que os interesses financeiros, farão com que os sertanejos apresentem 200 argumentos favoráveis. ( A meu ver, todos irreais).



"Muitos brasileiros preferem se entregar a uma cultura midiática, fundamentalmente patrocinada pelos grandes meios de comunicação"
E, a "cultura' de boa parcela da população brasileira, ao apoiar esse gênero, enriquece "duplas", que vestidos de cowboy, nem sabem em que fase da lua estamos.

 
Era chamado de "caipira" o tipo de música composta e executada por artistas das zonas rurais: as antigas modas de viola. Os caipiras utilizavam instrumentos artesanais e típicos do Brasil - colônia como viola e sanfona. (Foi Cornélio Pires quem primeiro conseguiu em 1928 que a música caipira entrasse para a discografia brasileira.).
A música rural verdadeira, para se diferenciar desta música feita para gente da cidade (sertanejo), passa a se denominar então de "música de raiz", querendo dizer com isso que está ligada verdadeiramente às suas raízes rurais, à moda de viola, à terra e ao sertão, pois o termo "bens de raiz" significa as propriedades agrícolas.
A música caipira ou música de raiz, originalmente, se refere a tudo que é próprio dos "sertões", ou seja, do interior antigo, quase despovoado e rural do Brasil (estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, e interior de São Paulo). 

* Enfim, gôsto é gôsto, disse uma velhinha chupando o nariz da outra****