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terça-feira, 7 de maio de 2013

ELVIN VICENTE - O ZUMBI BLUES *****




Sua história na música começa aos 15 anos, quando seu pai, o médico Édino Vicente (in memorian), percebendo que o jovem Elvin tinha afinidade com o violão, o colocou para fazer aulas. Mas, a paixão pelos “roncos elétricos” aconteceu ao conhecer uns dos grandes mestres da guitarra. 
Elvin é chamado de “Zumbi” por seus amigos, por causa de uma história muito interessante. Em 9 de agosto do ano passado ele passou por uma experiência de quase morte. Estava realizando um procedimento cirúrgico, quando aconteceu uma parada cardíaca. Ele ficou na UTI por 7 minutos, declarado morto. A certidão de óbito estava sendo lavrada, quando o doutor Paulo Schiaveto, interveio e não deixou que desistissem dele. Pediu para abrí-lo e fazer a reanimação mecânica.“Graças a ele estou aqui, sou muito agradecido por isso”, lembrou. O Zumbi Blues não pode parar…
“Quando assisti o Woodstock e vi Jimi Hendrix tocar, fiquei obcecado por guitarra. Tinha que dar um jeito de arrumar uma. Comprei a primeira: uma tonante”, disse. Mais tarde, se apaixonou por Eric Clapton, o “Slowhand” (mão lenta), que o fez aprofundar ainda mais no mundo do blues.Nessa época ele já começou a se apresentar com amigos, mas acabou se profissionalizando no fim dos anos 90, ao tocar em Maringá, com a banda TNT Blues, com músicos que acompanhavam o bluesman Décio Caetano.Com a experiência de ter tocado bastante na região no fim dos anos 90, em 2001, Elvin resolve ir para os Estados Unidos, para aprimorar o “feeling” e passa oito meses nas terras do tio Sam. Lá ele ganhou mais experiência, tocando em clubes na cidade de Minneapolis, Estado do Minnesota. Lugares como o Whiskey Junction, Pudles Pub,Vikings Bar e Famous Dave’s estão em seu currículo e trazem muitas lembranças. “No Famous Dave’s tinha open jam sessions (shows abertos, onde qualquer músico que estiver no local pode tocar) todo domingo, com Moses Oakland. Eu sentava e conversava com ele, que me dava dicas de como me portar no palco. Foi um dos caras que acreditou em mim. Ele me deixava tocar, me deu muita força”, lembrou.De volta ao Brasil, passou um tempo na grande São Paulo, onde, mesmo com dificuldades, conseguiu conquistar seu espaço. “Passei um bom tempo tocando com Big Chico Blues Band, em que eu era o guitarrista líder. Dava pra ganhar uma grana e viver só de música”, afirmou.Mesmo sendo um bluesman, ele tem gosto musical variado, como samba antigo, MPB, música clássica, jazz e rock’n’roll. Suas principais influências musicais são Jimi Hendrix, Eric Clapton, B.B. King, Robert Johnson, Muddy Waters, Buddy Guy, Steve Ray Vaughan e Albert King.Autodidata, confessa que “foi só há uns sete anos que comecei a estudar música com mais disciplina”. Nos dias de hoje, ele se foca nas técnicas dos guitarristas do blues americano dos anos 50, como T-Bone Walker, entre outros.
Fonte: Revista Metropole