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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A ÁGUA NO BRASIL ...VAI FALTAR? PARTE 2



Nos últimos cinco anos  300 rios já secaram no cerrado, como conseqüência do cultivo intensivo de soja. Todos estão entre os mais importantes contribuintes dos grandes rios que tornam o Brasil tão rico em recursos hídricos.Não é sem razão que a ‘Romaria da Terra’ elegeu a água como tema deste ano. Já que os brasileiros têm praticamente tudo em abundância (terra, água, biodiversidade, costa, florestas, etc), eles têm a tendência de levar sua vida de maneira esbanjadora e despreocupada.
A redução da qualidade da água pela contaminação por esgotos domésticos, muitas vezes lançados no ambiente sem tratamento prévio, traz um problema a mais: o aumento da incidência de doenças transmitidas por esse meio, como cólera, diarréia, amebíase e esquistossomose. Essa preocupação assume proporções mais graves em países ou regiões onde é maior a pobreza. Nos países em desenvolvimento, 90% das doenças infecciosas são transmitidas pela água.
A origem do problema está nas políticas públicas: na ausência de recursos, o tratamento de água e de esgotos muitas vezes é relegado a segundo plano. No Brasil, por exemplo, o maior percentual de residências sem instalações sanitárias ocorre justamente nas regiões Norte e Nordeste, que concentram a população mais carente do país. As conseqüências das más condições de saneamento são agravadas pela desinformação, mais comum entre a população de baixa renda. Só a diarréia, segundo dados da Organização das Nações Unidas, mata quatro milhões de crianças a cada ano.

   Segundo as projeções mais recentes da ONU, no ritmo de uso e do crescimento populacional, nos próximos 30 anos, a quantidade de água disponível por pessoa estará reduzida a 20% do que temos hoje. Cerca de 480 milhões de pessoas são hoje alimentadas com grãos produzidos com extração excessiva dos aqüíferos.